A.B.O.U.T. B.E.H.A.V.E.

Amor: viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração; objeto da nossa afeição; paixão; afeto; inclinação exclusiva;
- captativo: vd. amor possessivo; - conjugal: amor pelo qual as pessoas se unem pelas leis do matrimônio; - oblativo: amor dedicado a outrem; - platônico: intensa afeição que não inclui sentimentos carnais; - possessivo: amor que leva a subjugar e monopolizar a pessoa que se ama; o m. q. amor captativo.
O amor que aprendemos, que somos programados desde muito pequenos, que vemos na TV e que depois, mais tarde na adolescência, passamos a sentir e expressar – o amor renascentista – é realmente um sentimento ou um comportamento?
Um comportamento por quê? Talvez por sermos programados a encontrar aquela pessoa e daí abdicar de coisas por ela. Sonhar, projetar planos ao lado dela, assim como nossos pais. Vemos filmes cujos finais, em sua grande maioria, os casais terminam felizes. Contentes e realizados depois de sofrer muito, ou seja, a gente encontra o grande amor depois de “comer o pão que o diabo amassou”.
Daí você encontra e espera que tudo seja lindo e romântico, como em um quadro renascentista. Isso é a forma que muitos de nós vemos o amor. Como um comportamento de fidelidade sexual, mental e espiritual. “Eu te amo” Já escutou isso? Pois então. E nessas três palavrinhas o que está intrínseco? Te amo, sou fiel e quero dividir minha vida com você e abdicar de muito por você e ter uma vida mais maravilhosa possível ao seu lado e só você me basta e muito mais...
Uma amiga soltou um dia desses, no ápice do *, um “eu te amo”. Ficou preocupada com o que tinha falado. Simples. De repente, o que sentia naquela hora, além do prazer, era amor e isso não significa que tem que ser eterno ou durar mais que 30 minutos. Quem é ela ou eu pra julgar isso. Ah por que Fulano não ama Beltrano, para os seus parâmetros talvez não, mas quem é você pra julgar esse comportamento ou sentimento?
Acho que não estou me explicando direito. O que quero dizer é que sentimento ou comportamento de amor é estritamente pessoal e intransferível. Como uma digital, cada um tem uma forma de sentir ou comportar. É errado definir um único comportamento como padrão. Ame do jeito que quiser, na quantidade de horas e minutos que quiser e não se preocupe com o que ele pensa. E, se ele falar, não se preocupe: é uma projeção do sentimento ou comportamento dele que é diferente do seu, do meu.
É isso que chamo de química.



